domingo, 22 de dezembro de 2019

O INCÊNDIO NA FLORESTA.



O Elefante e Beija flor: Certo dia o beija flor tentava apagar um enorme incêndio; o elefante questionou! Você quer apagar um incêndio com uma gota d’água?  O beija flor respondeu, só estou fazendo a minha parte!
Esta é a história de um radialista que desafiou a lei do mais (forte). Eu sou um repórter policial que diz a verdade a qualquer preço. Viver perigosamente é o meu lema, eu penso assim.

O Repórter que morre, é o Repórter que cala; e não o que fala, pois com um palito de fósforo nas mãos podemos incendiar o mundo, portanto não meta a mão no fogo que vai se queimar. Normalmente o repórter, paga com a vida para não abrir a boca. Depois da denúncia feita não há motivo para tal fato. No meu conceito só é profissional de imprensa aquele que corta o mal pela raiz; não existe o preço do silêncio e sim a verdade a qualquer preço.

Até mesmo porque quanto maior for o desafeto, mais bonito é tombo.
Eu gosto de cutucar a onça com a vara curta e nem seria justo viver denunciando um pobre coitado que rouba uma lata de leite em pó para não deixar uma criança passar fome e se calar para os grandes ladrões da política brasileira, estes sim deveriam ser jogados nos fundos de uma cadeia e banidos da política para sempre.

Nos anos sessenta eu comecei a me interessar pela notícia principalmente política e policial, vivendo em Brasília e convivendo com os grandes poderes constituídos o meu relacionamento era pleno, chegando a trabalhar no ministério do Trabalho, morando em apartamento no setor JK foram os grandes momentos da minha juventude.

Só vindo a me profissionalizar como Radialista em plena ditadura militar; sempre audacioso e sensato, eu nunca deixei o rabo preso. Sempre que denunciava um fato era com base na lei, mesmo assim vivia sendo ameaçado, mas eu debochava das ameaças, sempre feita por grandes empresários ou autoridades dos poderes constituídos.

Durante a ditadura militar que foi implantada no Brasil, eu acumulei uma longa experiência regada de segredos e mistérios provocada pelo estado de sítio implantado no começo da tentativa de tomada do poder.

O que levaram a morte tantas pessoas famosas que fizeram a história deste país. Tais como Getúlio Vargas, Castelo Branco, Costa e Silva, João Goulart, Juscelino, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e tantos outros. A quem interessava todas estas mortes, e por que. Qual o segredo de Jânio Quadros; Eu tenho uma resposta para estas e outras perguntas que possivelmente morrerão comigo.

Vou citar aqui alguns fatos polêmicos narrados por mim nos meus programas de rádio. No dia anterior à pose do presidente da República Tancredo de Almeida Neves, que foi eleito por um colegiado. Anunciaram que o idoso que tinha uma saúde de ferro havia sido vítima de uma Diverticulite.

Durante a noite ouvindo a rádio central de Moscou e logo em seguida a BBC de Londres entre outras, eu ouvi uma notícia com seguinte mensagem. “No atentado em que foi vítima o presidente Brasileiro Tancredo Neves também morreu o seu segurança”. No dia seguinte eu abri o programa reprisando esta mesma mensagem.

Um dia quando narrava no meu programa à vitória de Fernando Collor de Melo para Presidente da República. Eu comentei que “o candidato dos descamisados e pés descalços agora vai deixar todo mundo nu”.
Ai me indagou a direção da emissora, como você faz uma crítica desta se ele nem tomou pose, quando tomou posse, o seu primeiro ato foi confiscar a poupança, deixando muita gente passando fome. Fui de novo questionado, como você sabia?

Eu não tenho a menor dúvida que entre todas as denúncias narradas por mim. A que tem o maior peso; são as evidências do envolvimento de Sarney, e a do Aécio Neves na emboscada que levou a morte o Presidente Tancredo de Almeida Neves.


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